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Autópsia de pacientes de Covid-19 mostra “enorme agressividade

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© NIAID/. Imagem microscópica feita por pesquisadores americanos mostra a ação do sars-cov-2 (em vermelho), a nova cepa de coronavírus, agredindo células normais do organismo

Em uma sessão da Academia Nacional de Medicina (ANM), o professor de patologia da USP e chefe de uma equipe que faz autópsias minimamente invasivas, Paulo Saldiva, afirmou que ficou impressionado com a “enorme agressividade do Covid-19.

O time já fez 15 autópsias em corpos de pessoas que faleceram com o coronavírus e apresentou os resultados de 10 deles. A meta é chegar a 60 pacientes.
“O coronavírus é mais agressivo do que o H1N1. Ele promove uma depressão muito grande do sistema de defesa. O corpo fica entregue à própria sorte. Estamos no início, mas já observamos enorme destruição, o coronavírus ataca com enorme agressividade “, afirma.
O professor explica que foram analisados órgãos como pulmão, fígado, rins e baço e, além da agressividade, foram percebidos sinais da resposta imunológica e comprometimento dos músculos. “Mas não sabemos como o coronavírus ilude a resposta imunológica. Queremos descobrir por que o coronavírus ataca com tanta avidez o sistema respiratório. Também vimos muito comprometimento dos músculos, muita inflamação muscular. Isso pode explicar por que alguns doentes reclamam tanto de dores musculares”, esclarece.
Além dos órgãos principais, foram encontrados coronavírus em vasos sanguíneos, nos testículos e até no cérebro, o que evidencia a necessidade de continuar com as pesquisas.
Segundo Saldiva, as autópsias são importantes para descobrir como o vírus age e como se liga a receptores para causar danos ao organismo. Com estas informações, seria possível acelerar um possível tratamento.
primeirasnoticias.com.br
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