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Venezuelanos passam ajuda de mão em mão em fronteira com Colômbia

Ponte Simon Bolívar, que divide dois países, segue bloqueada para passagem de caminhões. Militares acompanham operação de civis

Caminhões não podem passar pela fronteira

Centenas de venezuelanos se aglomeraram neste sábado (23) no lado colombiano da ponte internacional Simón Bolívar, entre Colômbia e Venezuela, para formar um corredor a fim de permitir a passagem da ajuda humanitária para o seu país.
A enorme massa parou no meio da ponte internacional, principal passagem fronteiriça entre os dois países, exigindo à Força Armada Nacional Bolivariana (FANB), que bloqueia o caminho, que permita a entrada da ajuda.
Diante disto, o deputado da Assembleia Nacional Venezuelana José Manuel Olivares, que lidera a missão da passagem da ajuda humanitária nessa ponte, disse aos polícias que há "muito tempo a Venezuela perdeu o medo" e disse que esta é "uma oportunidade de ouro".
"Senhores oficiais da polícia, vocês têm uma oportunidade de ouro de pensar nos senhores, nas suas famílias. Os senhores sabem que eu sou médico, sabem qual foi a razão da nossa luta, sabem muito bem como venezuelanos morrem em hospitais", acrescentou OlivaresAlém disso, o deputado ressaltou que os chefes dos militares "estão escondidos em Miraflores" e garantiu que a ajuda vai entrar, por isso pediu que este processo aconteça "em paz e em tranquilidade".
"Meus irmãos, fiquem do lado da Constituição, do lado correto da história, da mudança, do futuro e da oportunidade. Peço que retirem este piquete e que permitam que a ajuda humanitária entre no nosso país. Que Deus os abençoe e espero que quando avancemos nos reconciliemos e nos abracemos e que os senhores não sejam o impedimento para salvar vidas na Venezuela".
Vários dos venezuelanos que estavam no local afirmaram que fariam "o que fosse" para que a ajuda humanitária entre na Venezuela.
Os policiais baixaram seus escudos em sinal de confiança com os venezuelanos que ainda têm a esperança de que a passagem será aberta.
Durante a deserção, o blindado no qual estavam rompeu as barreiras instaladas pelo governo Maduro na ponte e atropelou duas pessoas.
Os guardas foram recebidos com aplausos enquanto entravam no posto de controle de migração a Colômbia depois de momentos de confusão.
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