Seguidores

ECONOMIA

CUITEGI

FOTOS

EMPREGOS

VIDÊOS DE EVENTOS

Pedágio do tráfico chega a custar R$ 1,5 mil à motoristas de Vans no Vila Três

Os traficantes estariam cobrando cerca de R$ 1,5 mil semana aos motoristas em S. GonçaloVeículos estão evitando A Polícia Civil investiga a informação de que os traficantes do Complexo do Miriambi, em São Gonçalo, estariam cobrando pedágio de R$ 1,5 mil por semana para permitir que motoristas de vans passem pelo bairro Vila Três durante seu trajeto. Para impor sua força, os criminosos, que são ligados à facção Comando Vermelho (CV) incendiaram um dos veículos que fazia lotada para Niterói, na noite da última sexta-feira.


De acordo com a denúncia, o chefe do tráfico do Morro da Caixa D’água, no Vila Três, e do Jardim Miriambi, identificado apenas como Grisalho, teria estipulado uma taxa de R$ 30 semanais para cada um dos 50 veículos do transporte alternativo, que fazem as linhas Alcântara x Niterói e Alcântara x Rio.
Somente com o pagamento do pedágio, os motoristas teriam permissão para passar pelas ruas Nestor Pinto Alves, Januário Barbosa e Agostinho Félix Vieira. Com a cobrança da ‘tarifa’, o tráfico do Complexo do Miriambi lucraria semanalmente R$ 1,5 mil e no mês, o faturamento chegaria aos R$ 6 mil.
A falta de pagamento fez com que um grupo de traficantes abordassem uma van, no último dia 4, e ordenassem que motorista e passageiros descessem. Em seguida, eles atearam fogo no veículo, que ficou totalmente carbonizado. O caso está sendo investigado pela 74ª DP (Alcântara).
No dia seguinte, assustados com a ação criminosa, os condutores mudaram seu ‘ponto final’, na manhã seguinte. Eles saíram da área de pouca circulação, próximo ao hospital desativado do bairro, às margens da RJ-104, e estavam concentrados na Rua Jovelino de Oliveira Viana, uma das principais vias do Alcântara.
Ainda conforme informações policiais, Grisalho é oriundo do Complexo do Chapadão, na Zona Norte do Rio, e seria conhecido também por atuar em roubos de carga. Ele ainda chefiaria o tráfico de drogas do Morro da Caixa d’Água, no Vila Três, e do Jardim Miriambi, e das comunidades da Cafuca, Monte Formoso, Meia Noite, Buraco Quente, Parada São Jorge, Barracão, Santa Izabel, Anaia e Bichinho.
Recordando - Essa não é a primeira vez que Grisalho cobra pedágio para autorizar que vans de transporte alternativo passem pelas ruas do Vila Três, em São Gonçalo. Em dezembro de 2016, junto com o traficante Luis Fernando Rodrigues de Souza, o Nando do Anaia - morto em confronto com a PM em fevereiro, de 2018 - Grisalho já havia tentado extorquir os motoristas.
Na época, os criminosos cobravam uma taxa de R$ 150 por semana para cada veículo do transporte alternativo, que faziam as mesmas duas linhas, para que eles pudessem passar pelas ruas Nestor Pinto Alves, Januário Barbosa e Agostinho Félix Vieira. Com a cobrança da tarifa, o tráfico de entorpecentes do Complexo do Miriambi lucraria semanalmente R$ 10.500, já que a frota contava com 70 vans.
Os motoristas também chegaram a alterar a sua rota, e ao invés de fazerem o retorno no Vila Três, passaram a fazer a volta na entrada do Jardim Catarina. O ponto final das vans também foram alterados. Antes parando na Rua Nestor Pinto Alves, agora os automóveis se baseiam provisoriamente na Rua Adelaíde Lima, no Jardim Catarina, às margens da RJ 104. Em 2016, não houve registros de automóveis incendiados.
NOTICIAS DO RIO
3
0 Comentários

Postar um comentário