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Ministério Público já havia marcado audiência com pai e filha encontrados mortos no Brejo da PB

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No final da tarde da última terça-feira (2), a polícia encontrou os corpos de Nercino Firmino da Silva, de 52 anos, e de sua filha Maria José Firmino da Silva, de 17 anos, na casa da família na zona rural de Sobrado, município no Brejo da Paraíba.
Os policiais chegaram ao local através de uma denúncia anônima de vizinhos. Lá eles acharam, além dos corpos, também alguns bilhetes, que teriam sido escritos pela adolescente. De acordo com a Polícia Civil, a suspeita é de que ambos tenham morrido envenenados.
Outra informação é de que o Conselho Tutelar da região já estava investigando um possível caso de abuso sexual entre o pai e a filha. Em depoimento, Maria José havia negado todas as acusações contra seu pai, e inclusive tinha se recusado a realizar exames.
Em entrevista ao programa Tambaú da Gente na tarde desta quarta-feira (3), o delegado titular de Sapé, Fred Magalhães, confirmou que Maria José tinha sido convidada a fazer exames de corpo de delito, e que o Ministério Público da Paraíba (MPPB) já havia marcado uma audiência com ela e o pai para apurar a situação.
“Como era uma questão anônima, não se identificava, nós fomos até o local com as conselheiras tutelares de Sobrado para levar essa menor para fazer exames. A mesma se negou a comparecer e vir com o pessoal pra fazer exame no Gemol. Como não poderíamos de jeito nenhum levar à força, nós procuramos o Ministério Público. Já estava marcada a audiência para os dois comparecerem ao MP, mas antes disso eles praticaram esse ato”, explica ele.
Fred Magalhães ressaltou ainda que a residência era bastante humilde, com apenas um ponto de luz, e que os corpos foram encontrados já sem vida em uma cama e em uma rede. Com isso, a suspeita continua sendo de que a jovem tenha envenenado o pai e a si própria, mas nada está confirmado ainda.
“O cenário do local do crime leva a crer, num primeiro momento, que quem praticou o ato foi a própria menina, porque ela escreveu e deixou bilhetes em cima da mesa. Isso é à primeira vista, porque tem que esperar o laudo, mas caracterizou que ela forçou essa situação. A gente não pode concluir de uma hora pra outra, de jeito nenhum, tem que ter a investigação bem apurada, para que depois não tenha problema no inquérito policial”, complementou o delegado, acrescentando que a investigação deve ouvir testemunhas após o sepultamento.
“Depois do enterro a gente vai ver o que vai acontecer e analisar bem direitinho com algumas testemunhas, ouvir as declarações, para que tomemos uma posição e falemos o que foi que aconteceu mesmo na localidade”.
G2
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