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Caso Vitória: menina de 12 anos pode ter sido morta por vingança


A estudante de 12 anos encontrada morta em São Paulo pode ter sido assassinada por vingança. O advogado da família, Roberto Guastelli informou que, desde este domingo (17), mesmo dia do sepultamento do corpo de Vitória Gabrielly Guimarães Vaz, a polícia passou a investigar também amigos da família.
“Novas imagens chegaram, a polícia já investiga outros suspeitos e outras linhas da investigação estão sendo apuradas”, detalhou o advogado à Folha de S. Paulo. A delegada responsável pelo caso, Bruna Madureira, disse a Guastelli que resultados preliminares do Instituto de Medicina Legal (IML) mudou a linha do inquérito.
A delegada contou que Vitória foi asfixiada, encontrada no chão, de bruços, com braços e pernas amarrados, marcas nos braços e uma das meias na boca. “Para fazer tudo isso, trabalhamos com a hipótese de terem sido duas pessoas que estavam com ela, porque a Vitória foi segurada e levada ao local”, contou.
Segundo o laudo preliminar, o resultado final apenas ficará pronto em 30 dias, Vitória estava morta a pelo menos sete dias. O corpo da menina foi encontrado após oito dias de desaparecimento, por um catador de latinhas, nas proximidades de Mairinque – a 21 km de Araçariguama, cidade em que a família mora.
Na noite da última sexta-feira, a polícia prendeu Julio Cesar Lima Ergesse, de 24, suspeito de envolvimento no caso. O investigado mora em Mairinque, município que fica a 20 quilômetros de Araçariguama. Ele trabalha como servente de pedreiro e disse à polícia que é usuário de drogas. Os investigadores chegaram até ele após uma denúncia.
Ele contou para um conhecido que esteve em um carro com a menina. Essa pessoa ficou muito assustada e procurou a polícia”, disse ao UOL, o delegado Acácio Leite, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Sorocaba. Uma das hipóteses investigadas é de que Vitória tenha sido raptada por engano por causa de uma dívida relacionada ao tráfico de drogas. “Existe a possibilidade de que os suspeitos estivessem em busca de uma outra menina como forma de vingança, mas levaram Vitória, por engano”, contou Leite. Outras versões também são apuradas.
Ergesse virou suspeito no caso depois de apresentar várias versões diferentes em seus depoimentos. “Ele é muito contraditório. Já contou pelo menos seis versões diferentes, mas confessou que esteve com a menina. Em uma de suas versões, ele se coloca em um carro que teria sido usado por um casal para levar Vitória a Mairinque. Ele tenta incriminar esse casal, mas a versão dele, que diz ter pego carona no mesmo carro que a menina, não se sustenta”, disse o delegado seccional de Sorocaba, Marcelo Carriel.
O casal citado pelo suspeito também é alvo da polícia e já foi ouvido. “Foi feita acareação entre ele e o casal que ele tenta incriminar, mas a versão dele não se sustenta. Por enquanto, o casal está apenas sendo investigado. O veículo que supostamente teria sido usado no crime já foi apreendido e passou por perícia. A perícia não encontrou nenhum rastro da menina no carro e o casal nega qualquer participação no sumiço”, ressaltou Carriel.
O caso
Vitória Gabrielly Guimarães Vaz saiu de casa para ir a um ginásio de esportes andar de patins com uma amiga da escola. Entretanto, quando Vitória já estava a caminho, a amiga teria desistido. Mesmo assim, Vitória seguiu caminho. Imagens de câmera de segurança flagraram o momento em que ela parou na esquina da escola onde estuda, que fica no caminho para o ginásio.
Segundo a polícia, testemunhas contaram que a menina foi abordada por um homem que estava em um carro preto, assim que chegou ao ginásio. Entretanto, elas não viram se Vitória entrou no veículo. O carro descrito pelas testemunhas também foi apreendido e passou por perícia, mas nada foi achado nele. O dono do veículo também foi ouvido e liberado.
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