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Para se candidatar ao Senado, Dilma transfere domicílio eleitoral para Minas
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Para poder se candidatar ao Senado, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) transferiu seu domicílio eleitoral para Minas Gerais nesta sexta-feira (6) no Tribunal Regional Eleitoral, em Belo Horizonte.
De acordo com o jornal Folha de S. Paulo , Dilma concorrerá ao cargo de senadora pelo estado mineiro, onde nasceu, nas eleições de 2018. O veículo afirma que a mudança de domicílio eleitoral de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, para Minas já foi realizada.
A informação é que a petista fez a alteração acompanhada do governador mineiro, Fernando Pimentel (PT).
Caso sua candidatura seja confirmada, Dilma pode concorrer contra Aécio Neves (PSDB), como na corrida presidencial de 2014, mas o tucano ainda não decidiu se tentará a reeleição.
A decisão pela disputa à Presidência foi tomada após a emissão do mandado de prisão contra seu companheiro de partido , o também ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, decretado pelo juiz federal Sérgio Moro na noite desta quinta-feira (5).
Com isso, Dilma e outros líderes políticos acabaram se reunindo no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, localizado em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, onde está Lula, para apoiar o ex-presidente e discutir os próximos passos para as eleições deste ano.
Apoio a Lula
Enquanto esteve em São Bernardo, a ex-presidenta fez um dos discursos em cima de um carro de som estacionado em frente à sede do sindicato. Ela disse que o pedido de prisão expedido por Moro contra Lula “faz parte do golpe” que começou com seu impeachment.
“O Lula é inocente. Está sendo vítima de uma das mais graves ações contra uma pessoa. Nossa Constituição é clara. Não se pode prender sem ter esgotado todos os recursos. O presidente tinha direito de recorrer”, disse.
A ex-presidente acrescentou que “isso faz parte do golpe. O golpe que começou quando me tiraram da presidência da República sem nenhum crime que eu tivesse cometido. “O que nós assistimos hoje é a rapidez com que decidiram privar o maior presidente desse país do direito mais sagrado da Constituição brasileira que é a liberdade”.
O juiz federal Sérgio Moro deu até as 17 horas desta sexta-feira (6) ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para se apresentar “voluntariamente” à Polícia Federal em Curitiba, base da Operação Lava Jato. Lula foi condenado a 12 anos e um mês de prisão no processo do caso triplex do Guarujá.
São Paulo
Ainda nesta sexta-feira (6), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito da capital paulista, João Doria, deixam seus cargos para disputar as eleições presidenciais e estaduais, respectivamente.
Na próxima segunda-feira (9), os paulistas e paulistanos vão passar a ser governados pelos vices – Márcio França (PSB), na esfera estadual, e Bruno Covas (PSDB), na capital.
Pré-candidato à Presidência da República, Geraldo Alckmin deixa o governo, após uma maratona de inaugurações de obras. De acordo com dados da Folha de São Paulo, nos últimos dois meses foram inauguradas dez estações de metrô. Além disso, o tucano também fez a abertura de um hospital dem Suzano e de uma faculdade técnica em Guarulhos.
Já o prefeito João Doria deixa a prefeitura apenas um ano e três meses após vencer a eleição no primeiro turno, de forma inédita. O pré-candidato ao governo do estado deixa o cargo sem conseguir entregar várias das metas prometidas. Entre as principais estão: nenhuma das privatizações e concessões se efetivou até agora.
Por outro lado, o tucano celebra o sucesso do programa Corujão da Saúde, a redução nas filas de vagas para creches e também o carnaval maior e com mais organização.
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