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PF investiga se perito morto no DF foi 

envenenado

Viúva diz que Marcus era uma pessoa do bem

Viúva de Stefenson Marcus Pinto Scafutto, o perito da Polícia Federal morto após ingerir uma bebida não identificada, Luciana Pereira garante que o marido tinha aversão a qualquer tipo de droga. Ela participava com ele de um encontro de lanchas, o Brasília Yacht Day, no sábado, quando o perito bebeu uma substância tóxica ainda não identificada pensando que se tratava de bebida alcoólica e sofreu uma parada cardiorrespiratória.
A 1ª Delegacia de Polícia investiga as circunstâncias da intoxicação. Testemunhas contaram a socorristas que Scafutto pegou uma latinha e ingeriu a substância por pensar que era cerveja. Outra versão sustenta que o líquido foi oferecido ao policial, conhecido como Tito, como se fosse um energético, por alguém na festa.
— Estou aguardando a conclusão das investigações. Só posso te adiantar que meu marido tinha aversão a qualquer tipo de droga e, se colocaram algo na bebida dele, com certeza será esclarecido pela polícia. Ele não tinha inimigos, era uma pessoa do bem — relatou Paula, estava casada com o policial desde 2009.
A viúva não sabe informar se Scafutto pegou a latinha errada ou se algum convidado colocou a substância no copo em que ele bebia. Ela acredita que os investigadores "chegarão à verdade" uma vez que têm "bastante material para analisar".
Arrasada com a morte precoce do marido, Luciana destaca que a dor se intensifica ao ler, na internet, comentários que classificou como "maldosos e sem embasamento", que questionam o caráter do policial e "ferem a família".
— Eu gostaria, imensamente, que o deixassem descansar em paz. Não merecemos isso. Ele era totalmente do bem, uma pessoa única. Pergunte a qualquer um que realmente o conhecia. Ele era uma unanimidade — frisou Luciana.
Nas redes sociais, amigos destacaram a personalidade alegre de Scafutto. Alguém "sempre profissional", que "animava os grupos do WhatsApp", com senso de humor "para lá de aguçado".
Forte comoção no enterro
Scafutto foi sepultado na tarde desta segunda-feira, no cemitério Campo da Esperança da Asa Sul, em Brasília. Bandeiras da Polícia Federal e do Fluminense repousavam sobre o caixão, rodeado por dezenas de amigos e parentes abalados. Ele era lotado no Serviço de Repressão a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, instituição em que trabalhava desde 2009.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a equipe de resgate encontrou o agente sem sinais vitais e promoveu o procedimento de reanimação cardio-pulmonar por 23 minutos, com massagem cardíaca e estímulos à respiração. Eles conseguiram reanimar o perito e passaram os cuidados da vítima à equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Os médicos injetaram noradrenalina para estabilizá-lo e transportá-lo ao hospital. Scafutto, porém, foi declarado morto na manhã de domingo, no Hospital Regional da Asa Norte.
Da Redação
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