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Lula ‘inaugura’ Transposição e promete briga nas ruas: "Querem me crucificar"

 O presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) que, na tarde deste domingo (19), comandou, na cidade de Monteiro, Cariri paraibano, a festa de “inauguração popular” do Eixo Leste do projeto de Transposição de águas do Rio São Francisco, ressaltou os avanços sociais do povo nordestino em seu governo, agora, segundo ele, coroado com a obra no Velho Chico.
Ele agradeceu aos governadores do Nordeste que o ajudaram na obra, ao governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), considerado por ele um guerreiro e companheiro de todas as lutas. O petista lembrou de presidentes que diziam que era contra a transposição em uns estados, os da chamada bacia doadora, e a favor em outros,na bacia receptora.
“Saí de onde eu sair, e chegar onde eu cheguei, só sendo as mãos de Deus. Conseguir iniciar essa obra e vê-la pronta é maravilhoso. Conversei com Miguel Arraes em comício no Crato antes de me tornar presidente e ele me disse:  você tem que fazer a transnordestina e a transposição, naquele tempo era difícil fazer isso, e quando fui eleito pensei nisso para realizar essa obra”, revelou.
O ex-presidente também criticou o Governo Federal pela proposta de Reforma da Previdência. Para ele, a reforma da previdência tem que ser feita gerando emprego e aumento de salários. "Só assim a previdência será recuperada. Se esses seres diplomados não sabem fazer isso, peçam um conselho que eu sei como é que faz", afirmou.
“Ao invés de cortar, se tiverem vergonha, só tem um jeito, é criar emprego. Mas, eles provaram que não sabem fazer isso. A matemática é simples, não é preciso ser grande doutor para saber isso: o pobre não é problema, é solução. Dê dinheiro ao rico que vai para conta bancária, se der dinheiro ao pobre vai virar consumo, girar a economia”, acrescentou.
Sem citar nomes, Lula criticou os que tentam acabá-lo politicamente com denúncias de corrupção, ratificou honestidade e prometeu brigar pelos seus direitos e pelo povo.
“Se eles quiserem brigar comigo, vão brigar comigo nas ruas desse país. Estou a espera dos empresários me denunciar, deles dizerem que tem um real em minha conta. Duvido que algum dele sejam mais honestos que eu”, afirmou.
“Se querem crucificar, criem vergonha e não queiram crucificar 204 milhões de pessoas que eu sempre defendi. Essa gente não sabe o sofrimento do povo, costuma dizer que o povo do Nordeste é ignorante, ignorante são eles”, acrescentou.
Lula finalizou seu discurso afirmando que são sabe quanto tempo mais tem de vida, mas garantiu que “se tiver um só minuto será para lutar, levantar o povo nordestino”.
"Quero o povo nordestino sendo tratado com igualdade. Aqui tem que ter engenheiros, médicos, mestres e doutores. Não sei quanto tempo de vida eu tenho, ainda que tenha um minuto, esse minuto será dedicado a levantar a moral desses meus companheiros", declarou.
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