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‘Acham que o câncer é contagioso’, diz mulher abandonada após doença1477165482729-mulher
Tratar um câncer é uma batalha. Quimioterapias, radioterapias e cirurgias são as armas. O abandono e o preconceito, porém, chegam a doer bem mais que o tratamento. A empresária Fanni Kelly, 31 anos, tem vivido isso. Ela foi diagnosticada com câncer de mama em agosto deste ano e começou a lutar contra a doença há um mês. Desde então, a empresária diz ter sido deixada pelo marido e também enfrentar o preconceito de pessoas próximas.
No início parecia uma coisa simples, “apenas um nódulo”, mas logo veio o impacto. “Eu senti um nódulo na minha mama direita, após um autoexame. Então a partir daí eu procurei a ajuda dos médicos e fui diagnosticada com câncer. [O tratamento] teve início no mês passado e são seis sessões de quimioterapia, depois radioterapia, cirurgia. Mais ou menos um ano de tratamento”, disse ela. Fanni mora em Campina Grande, no Agreste paraibano.
O câncer foi um susto para Fanni. A vida dela parou e muitos planos precisaram ser adiados para que ela se dedicasse ao tratamento, depois da descoberta.
“Foi horrível. Eu estava com planos de viajar, de engravidar, ter filhos, estava casada e a partir daí tudo isso parou. Eu tenho uma empresa em Caruaru que confecciona camisas masculinas. Então estava tudo indo, mas, a partir do diagnóstico tudo parou”, frisou Fanni.
Entretanto, para Fanni, o medo e adiamento nos planos não foi a pior parte. Segundo ela, o maior sofrimento foi ter sido abandonada pelo companheiro após 10 anos de relacionamento e enfrentar o preconceito. “Quando eu fui diagnosticada eu estava casada e a partir disso meu relacionamento não existe mais. Após a descoberta do câncer, ele não encarou de maneira… (silêncio). Eu não sei o que passou pela cabeça. Preconceito. Puro preconceito. Eu acredito que muitas pessoas acham que o câncer é contagioso. Então existe todo um preconceito”, destacou a empresária.
Batalha contra o câncer
A caminhada na luta contra o câncer de Fanni começou no mês de setembro deste ano, um mês após a descoberta. Mesmo com pouco tempo e de todos os acontecimentos, com o apoio da família e de outras mulheres com o mesmo problema, a empresária se sente mais forte para travar essa batalha.
“O medo sempre vai existir, mas é aquela coisa: Você não tem outra opção, ou encara ou não. Tenho buscado força no projeto Mulheres de Peito, que me ajuda demais. Eu tenho lidado com pessoas que já passaram pelo mesmo problema que eu, e apoio dos médicos e da família”, disse Fanni.
Fanni participa da Organização Não Governamental (ONG) Mulheres de Peito, na Paraíba, onde conheceu outras mulheres que já se curaram, ou que então em tratamento do câncer de mama. Para ela, o que mais impressiona nas pacientes é “a força de vontade de viver e aproveitar a vida”.
A empresária foi uma das pacientes que participou de um desfile beneficente, realizando na terça-feira (18), em Campina Grande, promovido pela ONG. O dinheiro da vendas dos ingressos foi revertido para reforma da sede, na cidade.
Novos planos
Confiante no tratamento, Fanni Kelly conta que já está ansiosa para poder voltar a dar prioridade aos seus projetos de vida, sem a preocupação com o tratamento. “Quero dar continuidade aos meus projetos e não deixar a vida parar. Porque muita vezes as mulheres acham que, por terem câncer, a vida para e não é bem assim. Quando a gente é diagnosticada a gente sabe que o câncer tem cura e que existe a vida”, finalizou ela.
Da Redação 
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