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Menina era submetida a estupros e tortura pelo pai durante três anos

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csm_Cledisvaldo_estupro_casa3_01_3f423c5c6dEstupro, tortura física e tortura psicológica. Uma menina de nove anos de idade foi submetida a esses crimes pelo próprio pai, durante quase três anos, até ela completar 12 anos.
Durante quatro meses, a Polícia Civil de Alagoas investigou a denúncia, levada ao Conselho Tutelar pela direção da escola onde a garota estuda, na cidade de Craíbas, no Agreste. Depoimentos, marcas de queimaduras no corpo da menina e exames de conjunção carnal realizados pelo Instituto Médico Legal de Arapiraca comprovaram o crime.
Cledisvaldo José dos Santos, conhecido como “Capilé”, de 35 anos, foi preso nesta quinta-feira, por volta das 9h, na Rua Salustiano Nunes, onde estava escondido, na casa de um irmão, no centro de Craíbas. A prisão preventiva (por tempo indeterminado) foi decretada pelo juiz da Vara da Infância da Comarca de Arapiraca.
Os crimes
Segundo a investigação realizada pelo delegado regional de Arapiraca, Gustavo Xavier, os crimes eram cometidos de forma continuada, durante quase três anos, na casa onde o acusado morava, com a vítima e outros dois filhos, de 13 anos e 5 anos de idade. A mãe da garota sofre de problemas psiquiátricos e está internada em um hospital, na cidade de Arapiraca.
Em depoimento, a menina contou que era estuprada, em média, três vezes por semana, às vezes dia sim, dia não, às vezes em dias sequenciados, sempre à noite, quando os irmãos estavam dormindo. “Durante o ato sexual, o acusado cometia todos os tipos de abusos”, declarou o delegado.
As investigações revelaram ainda que Cledisvaldo torturava física e psicologicamente a filha, tentando fazer com que ela confessasse, à força, que se relacionava com os colegas de escola, a fim de ocultar os crimes cometidos por ele.
Houve situações em que o acusado passou a madrugada mantendo a menina acordada, para que ela dissesse que tinha “paquera” na escola, fato que foi negado pela direção da instituição de ensino.
A garota já chegou a passar duas semanas sem ir para escola porque foi proibida pelo pai. Ele também teria provocado queimaduras de propósito no corpo da filha.
A denúncia
Os crimes cometidos por Cledisvaldo só foram descobertos há poucos meses, quando a menina, não suportando mais os abusos, resolveu contar todo o sofrimento para uma amiga, que lhe aconselhou a revelar o fato a um adulto.
A vítima narrou toda a história para a diretora de sua escola e para uma professora, que decidiram acionar o Conselho Tutelar da região. Ela foi levada à delegacia e encaminhada para exames no IML que confirmaram os abusos.
A garota só deixou de viver sob o mesmo teto do pai depois que ele foi questionado pela diretora da escola acerca de uma queimadura no corpo da filha, que ela contou ter sido provocada por ele. Cledisvaldo negou a autoria do crime e fugiu.
A menor está morando atualmente com uma avó materna. O caso agora segue na Justiça.
DA REDAÇÃO RONALDO SILVA.
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